Crítica #003 | Until Dawn: terror americano clichê

Nos primeiros minutos de gameplay  de Until Dawn e pelo som inicial, logo pensei: “Cara, finalmente um jogo de terror bem legal, assustador!” – pelo menos foi essa a reação que tive, já que não sou acostumada a jogar muitos jogos de terror. Engano meu! Admito que levei uns bons sustos e dei vários pulinhos no sofá (como disse, não sou acostumada com jogos de terror), porém de modo geral, a história do jogo é bem clichê, e daqueles clichê de filme de terror americano, com adolescentes estúpidos, bêbados e que só querem… bem vocês sabem.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O jogo é um exclusivo PS4, do estúdio Supermassive Games. Claro, o game foi super bem produzido, dá para ver isso nos bônus, os gráficos são bem feitos, e bem detalhados, a jogabilidade é boa também, e para quem não sabe o jogo foi filmado e digitalizado com atores de verdade, no meu ponto de vista o destaque foi o ator Rami Malek (à la Mr. Robot), mas em geral a atuação dos atores foi incrível. Mas a história… aaah, a história, essa deixou a desejar e caiu no modo clichê.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016. – Personagem Josh, interpretado por Rami Malek.

No jogo, é você que faz o desenrolar da história, que conta com o efeito borboleta, ou seja, suas decisões e atitudes vão influenciar na história, e principalmente influenciar em quem vive, e quem morre.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

Em Until Dawn, o jogador controla 8 personagens: Sam, Jessica, Emily, Ashley, Chris, Josh, Matt e Mike. Tudo acontece em uma casa na montanha, é inverno e está nevando muito, é difícil falar dessa parte sem dar spoilers…

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

Em resumo, houve um desaparecimento das irmãs gêmeas de Josh, a Beth e Hannah. Um ano depois após o ocorrido, o grupo de jovens são convidados por Josh para voltar a casa da montanha, na intenção de se divertirem no inverno e passarem mais um final de semana juntos. E é ai que a história realmente começa… Um psicopata mascarado de palhaço começa a “caçar” os jovens.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O jogo é baseado em 10 episódios, cada um durando no máximo 40 minutos, ou seja, o jogo é bem rápido, e se você estiver com tempo, você consegue zerar em um dia. Os primeiros episódios são bem introdutórios, onde você conhece os personagens e suas características, uns são bem irritantes, e é quando você começa a decidir quem morre e quem vive.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O jogo revela uma grande surpresa, algo inesperado, e além disso tem um personagem que chama a atenção do jogador do começo ao fim, é o Dr. Hill, um analista psiquiátrico, e descobre do que, você jogador, tem medo. Aaah e vale uma dica da forma que eu interpretei: você fica, de fato, pensando que o analista está observando você, mas ai vem a surpresa posteriormente, o que para foi para mim o mais louco e assustador do jogo inteiro.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O efeito borboleta é bem aplicado no jogo, o que remete a Terceira Lei de Newton: “Toda ação tem uma reação.”; e é isso que deixa o jogo interessante, a apesar dos momentos clichês de terror americano. O jogo esconde “totens” da cultura dos índios americanos que devem ser encontrados pelo jogador; esses totens trazem premonições do que pode ou não acontecer no jogo. Além disso existe um vídeo, que fica no inventário do jogo, que se completa aos poucos, conforme os totens são encontrados.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O vídeo conta de forma resumida a história da montanha e o porquê dela ser amaldiçoada. Por isso é importante encontrar todos os totens, só assim você conseguirá ver o vídeo por completo, e ainda há chances de você terminar o jogo sem encontrar todos os totens, e consequentemente terminar o jogo sem assistir o vídeo completo.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

Um ponto bem positivo para quem não conseguiu encontrar todos os totens e assistir o vídeo por completo, é que o jogador pode jogar os capítulos novamente, alterando até o desenrolar da história, no entanto para liberar essa possibilidade, é preciso ter zerado o jogo ao menos uma vez.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

O jogo está classificado para maiores de 18 anos, e essa classificação faz jus à gameplay, que tem várias cenas de violência, sangue e até tripas.

Until Dawn™
Screenshot tirado por @nicholasgeek em 30/01/2016.

De modo geral, Until Dawn é jogo bom, que cumpre com a ideia de ser um game de terror e sobrevivência, no qual o efeito borboleta é bem aplicado, deixando o destino dos personagens nas mãos do jogador. Para os mais medrosos como eu ou os que não estão acostumados com games de terror, com certeza vão levar alguns sustos, já para os mais corajosos e que não sentem medo de nada, o jogo pode não ser uma experiência assustadora, mas sim engraçada. E mais uma vez, lembrando que o clichê é bem forte no jogo.

Until Dawn™
Notas do ponto de vista gamer Always Geek
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Crítica #002 | Journey: Sozinhos e juntos. Curioso e Emocionante.

O que falar desse jogo? Simples e cativante! E foi exatamente assim que Journey me ganhou!

Journey é um game indie, desenvolvido pela Thatgamecompany  (produtores também de flower  e flOw – já falamos deles aqui no AG) para PlayStation, que se tornou um ‘Triple A’  justamente por sua perfeição, desde jogabilidade à textura. É o tipo de jogo que chega a mexer com o jogador. A princípio a história de Journey parece um tanto quanto estranho e confusa para entender logo nos primeiros minutos de gameplay, mas desenrola facilmente conforme você joga. O game traz toda uma experiência estética e emocional a quem joga.

Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

A mecânica do jogo é bem interessante: você consegue deslizar pelas dunas, ‘voar’, ativar alguns mecanismos ou simplesmente parar para admirar o cenário que é bem singular, porém é incrivelmente lindo e agradável de se ver.

Journey não tem um inicio formal, você é simplesmente algo (talvez alguém), que está vestido um capuz de lã vermelho e acorda sozinho no meio do deserto, a principio sem ninguém a vista. Nos primeiros passos você ainda pode se sentir confuso, mas ao caminhar você descobre novos poderes e habilidades que serão essenciais para progredir no jogo e alcançar um único objetivo: chegar até a montanha iluminada. Além disso a interpretação da história do game e os sentimentos ali sentidos, ficam por conta de quem está jogando.

Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Eu interpretei de uma forma bem intensa esse jogo. A forma como começou me deixou num misto de curiosidade e talvez medo, receio do que poderia vir acontecer ao decorrer da gameplay. Logo no inicio eu me perguntava: O que eu sou? O que estou fazendo aqui? Porque um deserto? Porque esse capuz vermelho? Eu sou um ser humano ou um outro ser?  Confesso que mesmo após ter finalizado o jogo, algumas das minhas perguntas ficaram sem respostas.

Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Logo, você percebe que o jogo não tem nenhum tipo de competição ou combate, apesar de você nunca estar sozinho. No meio do deserto você encontra personagens como você, as mesmas características, o mesmo capuz vermelho, isso porque Journey proporciona essa experiência que é quase um multiplayer. Não há exatamente uma interação entre os jogadores, a única forma de chamar a atenção é por uma pequena luz e fazendo um pequeno som, e essa ação pode ajudar muito você a passar por uma parte do jogo, em que os personagens estão passando por uma nevasca (#ficadica!). Journey é literalmente uma jornada com viajantes online.

Jogadores que interagiram comigo durante a gameplay. Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015.
Jogadores que interagiram comigo durante a gameplay. Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015.

A música do jogo, é algo que envolve bastante também! Pesquisando afundo, após jogar, descobri que foi feito um musical especialmente para Journey, um musical de 58 minutos, que vale a pena ser ouvido inteiro, seja a caminho de algum destino ou simplesmente ouvir para se concentrar em algo. Está disponível no iTunes, ouça e sinta-se calmo(a).

Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Journey é um jogo curto, mas que traz experiência ao jogador, é um game capaz de agradar desde os jogadores mais hardcore que curtem jogos FPS e de guerras, até os jogadores de RPG e claro, jogadores mais ecléticos. Arrisco a dizer que Journey não é só um jogo, mas também uma terapia, me senti calma, joguei com calma, joguei com curiosidade mas sem pressa e sem ansiedade, sem tensão ou aflição, o medo fez parte – sempre faz-, claro, pois não sabia se poderia surgir um chefão que pudesse me ‘matar’. Foi exatamente assim que eu me senti numa gameplay de 2 horas e 30 minutos, até zerar o jogo.

Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Como todo jogo, Journey tem um começo, um meio e um fim. O jogador passará pelo deserto no começo, com alguns obstáculos, adquire uma certa experiência e conhece de fato os movimentos que devem ser feitos, o que precisa pegar para conseguir voar, e o porquê do cachecol crescer e diminuir, conhece seres que podem o ajudar em algumas situações. Em seguida, passa por um deserto escuro, aparentemente de noite, onde continua sua jornada, mas aparece alguns seres dos quais é preciso usar uma estratégia para se esconder, uma vez que você não tem como combatê-los.

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Sozinhos e juntos. A qualquer momento, pode aparecer outro personagem como você, e talvez vocês precisem se ajudar. – Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

E a parte final, que é a mais difícil, onde se passa em uma nevasca, é ai que você percebe porque precisa ficar perto de um outro viajante. Em todas as fases do jogo, existem os seres altos que vestem capuz branco, que pela lógica e raciocínio do jogo, são responsáveis pelas instruções que dão ao personagem de capuz vermelho, que é o jogador, afim de atingir o objetivo de chegar na montanha iluminada.

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Na nevasca, onde você pode precisar ficar perto de outro viajante, assim como ele também precisará de você. – Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Durante a sua jornada, há alguns desafios a serem cumpridos, como construir a ponte para chegar ao outro lado, o que deixa o jogo bem interativo para o jogador. É de fato uma história curta, porém bem contada. Um grande espetáculo visual, sonoro e de sentimentos. E que guarda grandes mensagens e interpretações.

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Ponte construída com tecidos. – Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015
A caminho da montanha iluminada. – Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

Como gamer, Journey trouxe a mim uma verdadeira experiencia terapêutica, e uma mensagem metafórica sobre esperança. De que as vezes podemos estar ou nos sentir sozinhos, mas sempre há alguém que pode te ajudar a passar por um momento difícil. Nós não nunca conseguimos fazer nada sozinhos, sempre temos a ajuda direta ou indireta de alguém. É exatamente isso que eu senti nesse jogo, a ajuda indireta vinha dos seres de capuz branco, e a indireta de algum outro viajante que estava ali comigo na nevasca ou em algum outro momento do jogo. Esse jogo é uma metáfora sobre nós mesmos, sobre mostrar como nós somos pequenos diante de um mundo inteiro lá fora, sobre como nós temos uma vida, mas devemos estar sempre seguindo em frente, que o que vale não é a nossa jornada em si, mas cada passo que devemos dar.

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“Obrigado por jogar Journey” – O prazer foi meu! – Screenshot tirado por @raquelgeek_ em 04/10/2015

No final de tudo, temos uma agradecimento “Thank you for playing Journey” que em tradução livre diz: “Obrigado por jogar Journey”. Mas quem agradece sou eu, por ter tido essa experiência maravilhosa – que foi mais uma terapia-, por jogar Journey!

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Crítica #001| The Last Of Us: Intenso e Instigante, com jogabilidade incrível

Sabemos que é não é um jogo novo, ou atual 2014/2015, mas é com The Last Of Us que iremos começar essa jornada no Always Geek!

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 01/03/2015

Muito tem-se falado de The Last Of Us, um jogo lançado em 2013, que está fazendo barulho até hoje, devido a um enredo intenso, onde os personagens Joel e Ellie possuem uma história de vida sofrida. Esse é um jogo, em que você entra na vida e nos sentimentos dos personagens, literalmente. A sensação de medo, aquele friozinho na barriga quando se depara com um zumbi corredor ou um estalador. Essa é a nossa review de The Last Of Us.

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 01/03/2015

Remasterizado que vale a pena!

Sabe-se que o The Last Of Us, foi produzido pela Naugthy Dog, exclusivamente para ser um jogo para Play Station 3, porém hoje jogando pelo PS4 na versão remasterizada, fazendo uma análise rápida, dá para entender por que tem-se investido tanto em jogos com gráficos mais refinados. As sombras, os efeitos e a luz, tudo é incrível e beirando a perfeição para um jogo.

Gameplay que exige muita atenção!

The Last Of Us um jogo que exige paciência, devido a história longa, além disso há muitas pistas para a jogabilidade. Ao jogar, tem-se a sensação de que nunca termina, ocorrem muitas situações que te fazem ter vontade de estar dentro do jogo, para de fato ajudar Joel e Ellie. O game inteiro é feito de surpresas e armadilhas, exige muita atenção de quem está jogando: um vacilo e já era! A jogabilidade é um tanto difícil: já no modo “normal”, trás muitos desafios, mas não deixa de agradar e torna a experiência gamer, bem realista.

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 10/01/2015

Tudo no jogo conta para ajudar os personagens a sobreviver e o gamer “não morrer” e ter que repetir algumas ações novamente. O jogo é cheio de cenários que precisam ser muito bem explorados, pois sempre há coisas para encontrar, o que é muito útil para dar continuidade no jogo, como por exemplo ferramentas, armas e munição, bombas, kit de medicamentos e até cartas e bilhetes para ajudar a entender a história e tentar desvendar qual será o próximo e melhor passo a ser dado.

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 01/03/2015

Grande Jogo, bela história!

Como já havia dito, o enredo é intenso, e também muito envolvente! Quem joga com o coração, se sente na pele de Ellie e Joel, o que é muito arrepiante. Tudo no jogo pode envolver o jogador, desde a trilha sonora até o roteiro em sí. Tudo isso não é só emocionante, mas também é muito maduro, pois a dinâmica e a relação dos personagens Joel e Ellie é envolvente, e arrisco a dizer que é uma das melhores histórias mais bem contadas na história dos vídeo-games até hoje.

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 01/03/2015

A relação de Joel e Ellie é perfeitamente construída, e é isso que te trás para dentro do jogo. Toda a história é contada por estações do ano (primavera e verão, outono e inverno), enquanto os personagens cruzam os Estados Unidos para cumprir o objetivo inicial do jogo (não falaremos para não dar spoilers).

Screenshot The Last Of Us – Remasterizado PS4 – Tirado por @nicholasgeek em 01/03/2015

 

Por que você deve jogar The Last Of Us?

Sabe aquele livro, no qual você fica dias e dias pensando e refletindo ao encerrar a leitura e com uma certa tristeza de “eu não queria que acabasse”? Então… assim é The Last Of Us Não há um dia em que eu não fique pensando nesse jogo! Nos possíveis passos que poderiam ter sido dados, num possível final alternativo para Joel e Ellie, não que o final deixe a desejar, pois foi um final incrível pela maneira que o jogo se desenrolou; mas sim o que poderia ou não ter acontecido (nesse momento uso a minha imaginação!). Não tenho palavras para descrever o quão incrível é The Last Of Us, desde toda a história e enredo em si, até a parte técnica como gráficos e jogabilidade (se fosse um filme eu teria aplaudido de pé dentro do cinema). Não é a toa que The Last Of Us levou mais de 200 prêmios em diversas categorias entre 2013 e 2014. The Last Of Us é um jogo capaz de mexer com o psicológico de qualquer gamer. Simplesmente jogue e sinta todo o sentimento à flor da pele!

 

NOTAS
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